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20 outubro, 2011

Em entrevista ao Gospel Prime, Julio Severo diz que cabe à Igreja barrar a revolução homossexual

Em entrevista exclusiva o blogueiro conta que porque é tão odiado por ativistas gays e o que ele pensa sobre a relação política e igreja Alvo constante de denúncias contra suas postagens em defesa da família, o blogueiro Julio Severo explica em uma entrevista para o Gospel Prime porque suas palavras incomodam tanta gente e também fala abertamente sobre seu posicionamento em relação aos projetos contra a “homofobia” e sobre as perseguições que tem sofrido por parte dos ativistas gays.
“O que pode barrar essa revolução homossexual são as igrejas cristãs”, diz ele que ainda explica: “Se as igrejas do Brasil fracassarem, seu povo ficará escravizado, à mercê dos caprichos da ideologia gayzista.”
Aproveitamos a oportunidade para saber o que o Julio Severo pensa sobre a  política brasileira, sobre o rumo que a Igreja do Brasil está tomando e também o que ele pensa sobre essa relação entre igreja e política.
“É errado usar o púlpito das igrejas para promover políticos em troca de favores políticos. É igualmente errado e imoral usar o Evangelho de Jesus Cristo para apoiar partidos e políticos que roubam em nome da caridade”, diz o blogueiro cristão.
Gospel Prime: Você declara que tem um chamado para denunciar as fraudes e mentiras do esquerdismo evangélico. O que você define como esquerdismo evangélico e como tentar barrá-lo?
Julio Severo: Combato toda ideologia e sistema que pretende usurpar o lugar de Deus, da família e da igreja. E de longe quem mais quer fazer isso é o estatismo socialista, isto é, o Estado socialista exige ser o centro de tudo na vida das pessoas. Com o socialismo, o Estado perdeu seu caráter fundamental de ser apenas representante do seu povo para ser deus do seu povo. De forma geral, a ideologia socialista — com todas as suas variantes, em maior ou menor grau — coloca o Estado nesse papel central de falso deus.
Esse tipo de Estado exige a supremacia e o controle absoluto sobre as crianças nas áreas de educação e saúde. Exige interferências em muitas áreas que não lhe competem, como família, igreja e caridade.
Com a desculpa de fazer caridade para todos, esse Estado assume controle da educação e saúde e importantes áreas pertencentes a Deus, às famílias e às igrejas, tirando da população muitos de seus recursos através de impostos abusivos, que escoam em grande parte para o bolso dos corruptos. No fim, terminamos controlados, doutrinados e com os bolsos vazios.
O esquerdismo é uma ideologia que vem de Karl Marx, um homem de raízes judaicas que se converteu ao protestantismo. Mas sob a influência de um professor satanista na universidade, ele se converteu ao satanismo, que o inspirou em ideias socialistas.
Defino o esquerdismo evangélico como a tentativa de usar o Evangelho e as igrejas para promover ou impor um Estado assistencialista na sociedade. Essencialmente, o esquerdismo evangélico está a serviço da ideologia marxista, deixando o Evangelho apenas como assessório, fomentando ideias como a Teologia da Missão Integral, que Ariovaldo Ramos define como “uma variante protestante da Teologia da Libertação”. Adeptos da Teologia da Libertação, juntamente com a CNBB, foram instrumentais na fundação e manutenção do PT. Do lado evangélico, os adeptos da Teologia da Missão Integral trabalharam em comunhão com os objetivos da CNBB e da Teologia da Libertação. Ariovaldo Ramos, que assinou manifestos políticos pró-Lula e pró-Dilma em épocas de eleição, viajou a Venezuela para dar apoio ao ditador socialista Hugo Chavez, por suas políticas supostamente voltadas aos pobres.
Para barrar o crescimento socialista entre os evangélicos é preciso conscientizar que a assistência aos pobres, conforme pregada e praticada por Jesus, deve sempre ser um ato voluntário, sem a coerção do Estado, que não tem chamado nenhum para ser assistencialista. Sua única função é trazer ordem, punir os criminosos e elogiar os bons. Aos cidadãos fica a liberdade e responsabilidade de praticar caridade, sem nenhuma coerção através de impostos abusivos. Meu artigo sobre a Teologia da Missão Integral explica em detalhes a diferença entre caridade voluntária e coerção estatal no tão chamado assistencialismo aos pobres.