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10 junho, 2011

Ala homossexual do PSDB cobra explicações de deputado evangélico por negociar “kit gay”

O núcleo de diversidade sexual do partido não apoiou a omissão da bancada evangélica no caso Palocci
Ala homossexual do PSDB cobra explicações de deputado evangélico por negociar “kit gay”
O núcleo de diversidade sexual do PSDB, o Diversidade Tucana, vai pedir para o partido cobrar explicações do deputado João Campos (PSDB-GO), presidente da Frente Parlamentar Evangélica, por ter negociado com o governo a retirada do Kit anti-homofobia.
No final de maio os parlamentares evangélicos e católicos apresentaram uma série de medidas para o governo federal caso eles não retirassem o material que seria distribuído para escolas públicas. Entre essas medidas estava convocar o então ministro Antonio Palocci para explicar em uma CPI o crescimento do seu patrimônio.
O Diversidade quer que o partido se posicione. O articulador do núcleo, Marcos Fernandes, diz que o grupo pretende ainda conversar com o presidente da FPE para “que ele, por ser do PSDB, ao falar como deputado, perceba a posição do partido”.
Para o discurso do deputado não está alinhado com os ideais defendidos pela legenda.
“Ele declarou que, se a Dilma insistisse no kit, que deputado chama de “kit gay”, eles (os parlamentares religiosos) iriam assinar a CPI do Palocci. O PSDB e o DEM é que entraram com pedido de CPI. Como ele disse que pretendia negociar?” indaga.
Fernandes diz também que o discurso do deputado evangélico não está alinhado com os ideais defendidos pela legenda, já que o PSDB tem vários projetos que protegem a população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais).
Em post intitulado “O fundamentalismo avança, nós trabalhamos para combatê-lo!”, publicado no Blog Diversidade Tucana, João Campos foi chamado de “deputado no PSDB que aderiu ao obscurantismo e à pregação homofóbica como forma de se promover”.
Fonte: Gospel Prime
Com informações Terra Magazine

25 maio, 2011

Vetado: Dilma suspende ´kit gay` após protesto da bancada evangélica

Dilma suspende ´kit gay` após protesto da bancada evangélica
Bancadas religiosas haviam ameaçado convocar o ministro Palocci
Após protestos das bancadas religiosas no Congresso, a presidente Dilma Rousseff determinou nesta quarta-feira (25) a suspensão do "kit anti-homofobia", que estava sendo elaborado pelo Ministério da Educação para distribuição nas escolas, informou o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho.
"O governo entendeu que seria prudente não editar esse material que está sendo preparado no MEC. A presidente decidiu, portanto, a suspensão desse material, assim como de um vídeo que foi produzido por uma ONG - não foi produzido pelo MEC - a partir de uma emenda parlamentar enviada ao MEC", disse o ministro, após reunião com as bancadas evangélica, católica e da família.
Segundo ele, a presidente decidiu ainda que todo material que versar sobre "costumes" terá de passar pelo crivo da coordenação-geral da Presidência e por um amplo debate com a sociedade civil. "O governo se comprometeu daqui para frente que todo material que versará sobre costumes será feito a partir de consultas mais amplas à sociedade", afirmou.
Segundo o ministro, a determinação do governo não é um "recuo" na política de educacional contrária à homofobia "Não se trata de recuo. Se trata de um processo de consulta que o governo passará a fazer, como faz em outros temas também, porque isso é parte vigente da democracia", disse.
De acordo com Carvalho, Dilma vai se reunir nesta semana com os ministros da Educação, Fernando Haddad, e da Saúde, Alexandre Padilha, para tratar do material didático.
"A presidenta vai fazer um diálogo com os ministros para que a gente tome todos os devidos cuidados. Em qualquer área do governo estamos demandando que qualquer material editado passe por um crivo de debate e de discussão e da coordenação da Presidência."
Retaliação suspensa
Diante da decisão de Dilma, o ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (PR-RJ), que participou da reunião com Carvalho, afirmou que estão suspensas as medidas anunciadas pelas bancadas religiosas em protesto contra o "kit anti-homofobia".
Em reunião, os parlamentares haviam decidido colaborar com a convocação do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, para que ele explique sua evolução patrimonial.
O ministro Gilberto Carvalho negou ter pedido que os parlamentares desistissem de trabalhar pela convocação de Palocci diante da decisão da presidente sobre o "kit anti-homofobia".
"Isso é uma posição deles. Nós falamos para eles que, em função desse diálogo, que eles tomassem as atitudes que eles achassem consequentes com esse diálogo. Eles é que decidiram suspender aquelas histórias que eles estavam falando. Não tem toma lá da cá, não", afirmou.
Os deputados também ameaçaram obstruir a pauta da Câmara e abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a contratação pelo MEC da ONG que elaborou a cartilha.
“Ele [Gilberto Carvalho] disse que tem a palavra da presidente da República de que nada do que está no material é de consentimento dela. Mas nós acordamos que ele falará. E nós suspendemos a obstrução e todas as nossas medidas”, afirmou Garotinho.